domingo, 19 de abril de 2009

Existência de Deus

Por Sabrina Lima
O homem necessita da crença em Deus. Essa necessidade está, instintivamente, alojada na mente humana, e não há efeito sem causa.
Kardec perguntou: "Que dedução se pode tirar do sentimento instintivo, que todos os homens em sí, da existência de Deus?"
E a resposta foi a seguinte: " A de que Deus existe; pois, donde lhes viria esse sentimento, se não tivesse uma base? É ainda uma consequência do princípio - não há efeito sem causa". (Questão 5 do Livro dos Espíritos)
O homem que não acredita em Deus é comparável a um indigente que vive ao lado de um palácio, cheio de tesouros, e que se arrisca a morrer de miséria diante da porta que lhe está aberta e pela qual tudo o convida a entrar.
O homem não pode desinteressar da crença em Deus pois ele é um ser [pensante]. O homem vive e é importante ele saber qual é a fonte, qual é a causa, qual a lei da vida. A opinião do homem quer ele queira ou não se reflete em seus atos. 
O conhecimento da verdade sobre Deus, sobre o mundo e a vida é o que há de mais essencial pois Ele que nos sustenta, nos inspira e nos dirige, mesmo à nossa revalia.
Pode-se argumentar que a crença em Deus resulta da educação recebida, consequencia das idéias adiquiridas.
Os Espíritos da Codificação explicam: " Se assim fosse, por que existiriam nos vossos selvagens esse sentimento?"
Deus nos fala por todas as vozes do Infinito. E fala não em uma bíblia escrita há séculos, mas em uma bíblia que se escreve todos os dias, com essas características majestosas: oceanos, montanhas e astros do céu.
Fala ainda no santuário do ser, nas horas de meditação. Quando os ruídos discordantes da vida se calam, então a voz interior disperta e se faz ouvir.
Essa voz que sai da conciencia e nos fala dos deveres, do progresso, da ascenção da criatura.
(Pergunta 621: "Onde está escrita a lei de Deus?" Resposta: "Na conciência").
Viver sem a crença de um ser superior é negar a obra da criação; é omitir o evidente, o real, é alimentar o nosso orgulho; é permanecer no estado de ignorância em que ainda nos encontramos, é enfim negar a realidade, pois tudo no universo até mesmo nossa conciência nos fala de um ser superior.
A crença em Deus é além disso, questão essencial para o entendimento da Doutrina Espírita. 
" Pode-se levar mais longe do que temos feito a definição de Deus?"
- Definir é limitar. Em face deste grande problema, a fraqueza humana aparece. Deus impõe-se ao nosso espírito, porém escapa a toda análise.
O ser que enche o tempo e o espaço não será jamais medido por seres limitados pelo tempo e espaço. Querer definir Deus seria circunscrevê-lo e quase negá-lo.
Por Sabrina Lima

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Utilidade Providencial da Fortuna

Queridos irmãos,à partir de agora, começarei a apresentar textos dissetados seguindo a organização do Evangelho Segundo o Espíritismo, que é dividido por capítulos e cada capítulo um tema. Iniciarei abordando a riqueza material. O motivo por iniciar com este tema é por simples intuíção. Este é o capítulo XVI iniciado do 7º texto [tomei a liberdade de pular as passagens e parábolas de Jesus, caso queiram, basta buscar no referido capítulo]. Iniciemos então.

Utilidade Providencial da Fortuna

A fortuna, atualmente, é vista por muitos como algo a se alcançar durente a vida: a profissão que compensa é a que mais rende frutos financeiros e o negócio ideal é o mais lucrativo. Como se vencer na vida fosse sinônimo de acúmulo de capital (uma visão um tanto calvinista, mas não fujamos do foco). Tal visão não condiz com a mensagem que o Mestre deixou. Mas ao contrário do que alguns pensam [como eu pensava], a fortuna não é um obstáculo à salvação, afinal, onde estaria a benevolência e a justiça do Pai Celestial ao colocar nas mãos de aguns um instrumento de perdição? É uma afronta à razão pensar de tal modo.

É verdade que a riqueza é uma prova mais difícil que a pobreza. Como disse Jesus: "É mais fácil um camelo transpassar o buraco de uma agulha à um rico adentrar o Reino dos Céus". Tudo isso porque a riqueza exerce uma facinação enorme; é excitante do orgulho, do egoísmo e da vida sensual. Em outras palavras, afasta a pessoa do que é bom e edificante. Por tudo isso, é um poderoso sedutor do materialismo, contribuindo para o apego material. Dificilmente aquele que durante uma vida torna-se rico lembra-se das dificuldades vividas, das mãos amigas que o impulsionaram ou de onde veio; só dando lugar para a ostentação. Contudo, o fato da riqueza tornar o caminho mais difícil, não o torna impossível. Nas mãos daqueles que puderem servir, pode tornar-se um meio de salvação e progresso, como o remédio bem ministrado.

Certa vez, um jovem interrogou Jesus sobre como alcançaria a vida eterna. O Mestre então disse: "Desfazei-vos de todos os teus bens e segui-me". Estes dizeres do Mestre podem ser facilmente confundidos. Ao dizer isso, Jesus não pedira para o jovem desopojar-se de todos os teus bens, mas sim do apego aos bens materiais. De fato, quantas vezes nos mostramos dispostos a nos desfazer de nossos bens? Seja uma camiseta ou ou sapato? Empregamos nos objetos teores sentimentais: "É a minha camiseta preferida! Não empresto!".

Realmente, é o modo como utiliza-se a riqueza que conta. Quantas pessoas desejam ganhar na Mega Sena para que , deste modo, possam levar uma vida de futilidades e ócio? Não iria este desejo contra as Leis de Trabalho e Progresso de Deus? Seria, então, esta bolada uma bênção ou uma maldição? De tudo isso, podemos tirar a conclusão de que a riqueza em si não é o mal, mas sim o homem que não sabe, como muitos dons que Deus proporciona, usa-la bem e sim abusar dela sem um fim útil. Se a riqueza produzisse apenas o mal, Deus não haveria permitido sua existência na Terra.

Se a riqueza não produz diretamente o progresso moral, é um poderoso elemento do progresso intelectual. Afinal, como sabemos, são estas as duas asas a serem desenvolvidas: a moral e a intelectual. Usemos o capitalismo como exemplo: todos os avanços científicos que foram alcançados não seriam possíveis sem o advento do capitalismo. Já que o consumo exige uma renovação tecnológica constante, o homem está sempre buscando o apredizado para que possa aplica-lo nos meios de produção dos diversos ramos: desde a industria automobilística às ciências médicas.

A riqueza é pois, com razão, considerada um elemento de progresso.

Que Jesus nos abençoe sempre,

Ivan T. Gomes de Oliveira.

04/02/2009

terça-feira, 25 de novembro de 2008

Vida

Por Sabrina Lima

Você já parou pra pensar se a vida fosse perfeita?

Pois é, não existiriam surpresas, não existiria aprendizado, não existiriam limites, não existiriam os valores, não existiria nada do que é necessário...

Deus fez nosso mundo com muita sabedoria, uma sabedoria que nós seres humanos não somos capazes nem merecedores de saber.Como diz no Livro dos Espíritos, pergunta 10:”O homem pode compreender a natureza íntima de Deus? Não; é um sentido que lhe falta”.

Nessa vida que não é perfeita, porém de nosso merecimento existem caminhos: os bons e os ruins. Daí entra o livre arbítrio que seriam as nossas escolhas de vida para evoluir e cumprir nosso objetivo.

Quando escolhemos os caminhos ruins, que na maioria das vezes somos insistentes de escolher, sofremos, entristecemos, somos enganados por si mesmos por pensar que o caminho ruim é o mais fácil e rápido porém não é de boa inteligência.

Já quando escolhemos os caminhos bons, que é de difícil escolha porque existem mais dificuldades, acabamos felizes e bem pois “Provai e vede como o Senhor é bom! Feliz o homem que nele se refugia”.

Na vida acontecem imprevistos que não gostaríamos que acontecesse, como por exemplo: ser traído por uma pessoa que você ama muito, um amigo talvez, perder um parente querido, errar nas próprias palavras, ser enganado, rejeitado por uma pessoa que você jamais esperaria ser, não alcançar um objetivo, se esforçar ao máximo que pode e no final não dar certo algo que planejou, enfim muitas outras coisas. Esses imprevistos são as vezes testes para ver se conseguimos superar e escolher o caminho certo para concertá-los, as chamadas provas.

Nós seres humanos temos uma péssima mania de desistência.Não é porque uma rosa lhe espetou que odiará todas as rosas que existem, não é porque uma amizade não deu certo que não terá mais amizades, não é porque um amor foi infiel que não poderá mais amar, não é porque um plano não teve bom sucesso que não poderá mais planejar nada!

Desistir deveria ser algo inexistente no mundo, porém como já foi dito que se o mundo fosse perfeito não existiria o aprendizado, é com as nossas desistências que aprendemos a não mais sermos, pois quando desistimos estamos deixando de lado uma chance que poderia dar certo.

Lembremos que sempre que as dificuldades da vida aparecem, Deus está conosco para nos ajudar, nos mostrando sempre o caminho certo para seguirmos rumo à felicidade porque ser feliz também é um desafio!

Por Sabrina Lima

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Cidadão de Papelão e nós.

http://fiztv.uol.com.br/f/home/index/16014

Por favor, peço que só leiam DEPOIS de assistir o vídeo acima.

Por Dimitry Fernandes

 Esse vídeo é um dos concorrentes de um concurso para ser o clip oficial do Teatro Mágico – Cidadão de Papelão. Existem vários, mas esse especialmente mexeu comigo.

O senhor que é protagonista nesse vídeo se assemelha tantos outros “cidadãos” de rua que vivem cruzando nosso caminho, carregando seus carrinhos que lhe são ao mesmo tempo sua cruz e seu sustento.

Quantos desses vemos passar todos os dias? As vezes estão “dando um tempo” em um beco qualquer, “pensando” na vida, em outros estão “trabalhando” transformando em sustento o que todos julgam lixo para evitar cair nas garras da criminalidade.

Eles pensam? Eles têm sentimentos? Tiveram uma mãe? Será que já se apaixonaram?

Com certeza, são seres humanos como nós. Porem todos os vêem como réprobos, dejetos humanos, resto da maquinaria social.

Esses tantos homens que vemos todos os dias pelas ruas, ejetados do meio social pelo simples motivo de não se enquadrarem nos processos consumistas, mau tiveram acesso ao alfabeto, da vida só ouviram gritos de desespero. Se nós nos revoltamos por motivos tão fúteis, será que eles não tem motivos suficientes para se rebelar contra aqueles que expulsaram eles do meio social “normal”?

Mesmo assim, não deixam de ser humanos. E como são tratados? Se é que podemos chamar isso de “tratar”, acredito que o termo correto é como são “mexidos”, “manipulados”, “alterados”. Como um saco de lixo, colocamos onde menos nos incomoda.

“Mas eu não faço isso” você, caro leitor, deve estar pensando. Que bom! Isso já é um bom sinal. Mas quantas vezes apenas ignoramos, olhamos para o outro lado, simplesmente fica invisível para não incomodar a nossa paz de consciência. E quando mesmo assim fazem questão de ser notados, sem jeito nós jogamos algumas moedas de R$ 0,05 centavos que estavam fazendo peso depois do troco do ônibus. Afinal, alguns centavos é um preço muito barato para uma “paz de consciência”.

Será que estamos realmente nos importando com essas pessoas? Será que eles querem somente alguns centavos para comprar um café? “Não só de pão vive o homem”. Tudo bem, não vamos nos exigir demais. Mas será que não podemos fazer nada a mais? Esta postura que temos já basta?

Para um dia conquistarmos um amor como de Bezerra de Meneses, que sujava suas calças brancas de medico que era, para conversar e dar as moedas a esses “dejetos sociais” que para ele naquele momento era o ser mais importante do mundo. Temos que começar pequeno e agora. Talvez, mudar nossa postura. Vamos tentar colocar nas moedinhas um significa maior. Vamos doar com amor, junto com algumas palavras como “vai com Deus” ou “calma, isso também passa” até ainda “tenha fé”, tais palavras vindas do coração tem um significado enorme, talvez devolva aquele ser a esperança na vida, a esperança nos seres humanos. Talvez seja a semente de felicidades de um futuro próximo.

Como você se sentiu durante o clip? Mau como eu? Talvez seja a consciência querendo dizer algo...

Para ler e meditar.

A Beneficência 

(Evangelho segundo o Espiritismo – Capitulo 13, item 11)

A beneficência, meus amigos, dar-vos-á nesse mundo os mais puros e suaves deleites, as alegrias do coração, que nem o remorso, nem a indiferença perturbam. Oh! pudésseis compreender tudo o que de grande e de agradável encerra a generosidade das almas belas, sentimento que faz olhe a criatura as outras como olha a si mesma, e se dispa, jubilosa, para vestir o seu irmão! Pudésseis, meus amigos, ter por única ocupação tornar felizes os outros! Quais as festas mundanas que podereis comparar às que celebrais quando, como representantes da Divindade, levais a alegria a essas famílias que da vida apenas conhecem as vicissitudes e as amarguras, quando vedes nelas os semblantes macerados refulgirem subitamente de esperança, porque, faltos de pão, os desgraçados ouviam seus filhinhos, ignorantes de que viver é sofrer, gritando repetidamente, a chorar, estas palavras, que, como agudo punhal, se lhes enterravam nos corações maternos: "Estou com fome!..." Oh! compreendei quão deliciosas são as impressões que recebe aquele que vê renascer a alegria onde, um momento antes, só havia desespero! Compreendei as obrigações que tendes para com os vossos irmãos! Ide, ide ao encontro do infortúnio; ide em socorro, sobretudo, das misérias ocultas, por serem as mais dolorosas! Ide, meus bem-amados, e tende em mente estas palavras do Salvador: "Quando vestirdes a um destes pequeninos, lembrai-vos de que é a mim que o fazeis!"

Caridade! sublime palavra que sintetiza todas as virtudes, és tu que hás de conduzir os povos à felicidade. Praticando-te, criarão eles para si infinitos gozos no futuro e, enquanto se acharem exilados na Terra, tu lhes serás a consolação, o prelibar das alegrias de que fruirão mais tarde, quando se encontrarem reunidos no seio do Deus de amor. Foste tu, virtude divina, que me proporcionaste os únicos momentos de satisfação de que gozei na Terra. Que os meus irmãos encarnados creiam na palavra do amigo que lhes fala, dizendo-lhes: E na caridade que deveis procurar a paz do coração, o contentamento da alma, o remédio para as aflições da vida. Oh! quando estiverdes a ponto de acusar a Deus, lançai um olhar para baixo de vós; vede que de misérias a aliviar, que de pobres crianças sem família, que de velhos sem qualquer mão amiga que os ampare e lhes feche os olhos quando a morte os reclame! Quanto bem a fazer! Oh! não vos queixeis; ao contrário, agradecei a Deus e prodigalizai a mancheias a vossa simpatia, o vosso amor, o vosso dinheiro por todos os que, deserdados dos bens desse mundo, enlanguescem na dor e no insulamento! Colhereis nesse mundo bem doces alegrias e, mais tarde... só Deus o sabe!... Adolfo, bispo de Argel. (Bordéus, 1861.)

Por Dimitry Fernandes

domingo, 21 de setembro de 2008

A Vontade de Deus

Por Dimitry Fernandes.

Somos como crianças espiritualmente, uma criança não tem livre arbítrio, ela é regida por leis, por determinações de seus pais. A hora do banho, a hora de comer, tudo são os pais que decidem, mesmo que ela não queria, é obrigada a passar, pois ainda não tem consciência do que precisa. Conforme ela cresce, vai aprendendo mais sobre si e vai ganhando mais e mais livre arbítrio e recebendo menos determinações de seus pais.

Assim também é nosso Pai maior. Ainda vivemos muito sobre os Determinismos da divindade. Ela nos diz o que devemos fazer, por ainda não termos consciência do que realmente precisamos. Conforme nossa necessidade, Deus vai nos colocando em situações para nosso burilamento.

As vezes é demorado, as vezes é rápido. Quanto mais preparados estamos, mais coisas Deus vai mandando. Quando passamos por uma dessas, parece que não vamos aguentar, depois passa, ficamos num período de descanso, e após lá vem outra bem pior que não aguentaríamos antes. E assim, Deus vai nos levando sempre ao nosso limite.

Enquanto estamos ainda nos determinismos da vida, nosso livre arbítrio é marcado pelas opções que fazemos quando somos colocados nas situações determinadas. As escolhas e atitudes que tomamos que vai decidir o desenrolar da historia. Quando vencemos, sentimos aquele alivio de ter passado por algo difícil, Deus nos da um tempo para nos recuperarmos de pois vem outra pior.

Assim também, Deus nos poe ao lado de pessoas. Muitas vezes, amamos muito no passado. Mas, talvez prejudicamos muito, fomos muito mais amados do que amamos. E Deus nos faz passar muitos anos afastados dessas pessoas. E depois de, por exemplo, 452 anos elas se reencontram. Aja carga emocional guardada. São os amores de primeira vista. Realmente duas pessoas que se amam muito. Mas muitas vezes cercadas de conflitos, exigências. Isso acontece porque, mesmo sem nos lembrar, trazemos ainda as impressões causadas por aquele individuo em nós, através de núcleos potencializados.

Tudo o que nós fazemos, fica guardado em nosso registro central perispiritico, que fica próximo do centro gástrico. Lá fica um centro ativo sendo energizado pelos nossos pensamentos, palavras, atos e sentimentos. Como se fosse um CD gravando tudo o que acontece. Inclusive o que fazem conosco. Quando passamos por uma fase e iniciamos outra (exemplo: reencarnamos) esse núcleo(CD) desce para nosso inconsciente profundo e outro núcleo vazio entra em atividade, registrando tudo.

Muitas vezes, situações, lugares ou pessoas fazem um desses núcleos emergirem do inconsciente profundo para nosso inconsciente raso chegando muitas vezes no nosso subconsciente. É quando relembramos o passado. Na maioria das vezes não vemos claramente, mas sempre sentimos seus efeitos. Se foram bons, sentimo-nos bem, se foram ruins, sentimos a culpa ou a antipatia da pessoa ou do acontecimento. Jesus falava disso quando disse "Cada um segundo suas obras".

Quando uma união dessas se verifica, alguém do passado volta e sentimos aquele núcleo potencializado pedindo reparo, nossa grande tarefa é fazer o melhor que podemos. É como se Deus nos falasse: "Filho, faz direito agora". Por isso a grande necessidade da convivência que Deus nos faz passar na família.


Nossa parte nessa historia, é recuperar, sublimar tudo o que fazemos. Pois muitas vezes somos levados a nos separar novamente porque estamos estragando tudo de novo. Em vez de recuperar aquela ser, tirando-o da lama que colocamos em vidas passadas, estamos afundando-os ainda mais. Para evitar mais problemas, Deus nós separar novamente. E nos deixa as vezes mais 452 anos, para quando vemos aquela pessoa, que por mais mal que fizemos e fomos feito, amamos profundamente. E por ter ficado tanto tempo longe, procuramos fazer melhor, procuramos seguir o conselho de Deus ("Filho, vê se faz direito agora...").

Por isso vamos aproveitar o presente. "Reconcilia-te com inimigo enquanto caminha com ele, para que não advenha coisa pior" já dizia Jesus.

Somos por demais pequeninos para dizer "Eu quero isso, eu quero aquilo" semelhante a uma criança mimada. Temos que reconhecer nosso estado atual, e entender que temos que crescer primeiro para querer depois. No nosso atual estado temos que dizer assim: "Vida, o que a senhora quer de mim?". A vida é a manifestação de Deus em nós, é ele com seus determinismos divinos, nos conduzindo a caminhos novos sempre nos impulsionando ao crescimento através de experiências. Sempre com a dificuldade de acordo com nossas capacidades.

Vamos assim, alargar nossos ombros espirituais, permitindo carregar cruzes sempre maiores. Tornar nossos braços fortes, para auxiliar aqueles que não estão aquentando mais o peso da própria cruz. E assim, pela dinâmica das relações entre outros seres divinos, mais e menos evoluídos, vamos aumentando cada vez mais nossas reservas de amor pelo entendimento da realidade e grandeza de Deus. Sempre justo, sempre bom. Cuidando pessoalmente de nossas necessidades. Quanto mais difícil estiver a situação, pensemos assim: "Se ta difícil é porque é pra mim.". Sinal de que nós somos fortes, podemos e conseguimos vencer. Pois se fossemos fracos ainda, Deus nos pouparia.

Esses entendimentos que foram passados nas reuniões estão me auxiliando demais. Nada é por acaso, acaso não existe no universo de Deus. Tudo faz sentido e tem seus motivos. Tenhamos fé!

Por Dimitry Fernandes.

Obs: Esse texto foi escrito inspirado pelas palestras publicas do Grupo Espírita Maria de Madalena. Onde Dr Marco Antonio Marques Migues palestrava.

Texto este que foi criado em espírito sintético, para uma leitura rápida.

Perguntas do Livro dos Espiritos a meditar:

117. Depende dos Espíritos o progredirem mais ou menos rapidamente para a perfeição?

“Certamente. Eles a alcançam mais ou menos rápido, conforme o desejo que têm de alcançá-la e a submissão que testemunham à vontade de Deus. Uma criança dócil não se instrui mais depressa do que outra recalcitrante?”

258. Quando na erraticidade, antes de começar nova existência corporal, tem o Espírito consciência e previsão do que lhe sucederá no curso da vida terrena?

“Ele próprio escolhe o gênero de provas por que há de passar e nisso consiste o seu livre-arbítrio.”

a) - Não é Deus, então, quem lhe impõe as tribulações da vida, como castigo?

“Nada ocorre sem a permissão de Deus, porquanto foi Deus quem estabeleceu todas as leis que regem o Universo. Ide agora perguntar por que decretou Ele esta lei e não aquela. Dando ao Espírito a liberdade de escolher, Deus lhe deixa a inteira responsabilidade de seus atos e das conseqüências que estes tiverem. Nada lhe estorva o futuro; abertos se lhe acham, assim, o caminho do bem, como o do mal. Se vier a sucumbir, restar-lhe-á a consolação de que nem tudo se lhe acabou e que a bondade divina lhe concede a liberdade de recomeçar o que foi mal feito. Demais, cumpre se distinga o que é obra da vontade de Deus do que o é da do homem. Se um perigo vos ameaça, não fostes vós quem o criou e sim Deus. Vosso, porém, foi o desejo de a ele vos expordes, por haverdes visto nisso um meio de progredirdes, e Deus o permitiu.”

terça-feira, 27 de maio de 2008

Livre Arbítrio ( Parte 1 )

por Ivan Tadeu Gomes

Antes de qualquer coisa, tentemos entender o que vem a ser o Livre Arbítrio:

“Nós, como seres humanos que somos, temos a faculdade do pensamento racional. E com a razão, vem a compreensão do certo e errado, correto? Logo, devido nossa faculdade do raciocínio, temos a capacidade de escolher.

Escolha!

Palavra que define o livre arbítrio. Você escolhe seus amigos; se vai estudar ou ficar de bobeira na internet; se vai ser um engenheiro ou vai virar hippie e ir viver em uma sociedade alternativa.

Por que tantos exemplos?

Para que você perceba como a sua vida se baseia nas suas escolhas. Desde a cor a sua roupa como ao rumo da sua vida: você é o reflexo das suas escolhas!

Entenda a complexidade, a responsabilidade e a benção que o livre arbítrio nos proporciona. Sem ele, seriamos máquinas, um robô super inteligente, mas sem a menor autonomia. “

Enfim! Cheguei onde queria!

Segundo Emmanuel (mentor de Chico Xavier), nossa única missão é evoluir, melhorar-nos. Buscar a cada dia chegar mais perto de Deus, nosso amado pai. Mas vem cá...

Máquinas evoluem? Ou melhor, máquinas se “auto-melhoram”?

Tomemos um exemplo mais concreto

O computador.

O computador é uma máquina, certo? Uma máquina que tem o homem como seu criador. Digamos que seu computador esta defasado, obsoleto, ultrapassado. Então você vai lá e troca suas peças. Força-o a evoluir. Você o evolui.

O que quero transmitir com essa apologia, é o raciocínio de que, sem o livre arbítrio, nós não evoluiríamos por conta própria, como assim o fazemos. Essa é uma das vitais importâncias do livre arbítrio, da liberdade de escolha.

Se erramos ou acertamos, aprendemos de qualquer jeito.

Tendo compreendido isso, somado com o conhecimento da pluralidade das existências e da justiça divina, temos que, tudo que somos ou o que passamos, é resultado das nossas escolhas, boas ou más. E, desse modo, nunca podemos culpar nosso Pai Maior pelas dificuldades pelas quais passamos.

E quando chegamos lá, no grau maior que estamos buscando (a Perfeição), seremos os reais merecedores do status que alcançamos. Pois, o caminho que tomamos para chegar lá, foi traçado por nós mesmos.

Então só depende de nós o comprimento e a intensidade do caminho que iremos percorrer. Pois, queremos ou não, todos chegarão lá, mas dia, menos dia.

Fim da Parte 1

Obs1: Este texto foi todo baseado no entendimento sobre a leitura do “O Livro dos Espíritos”, onde os Espíritos da Verdade respondem as perguntas de Allan Kardec. Logo, procurando a veracidade ou maiores informações, busque no Livro dos Espíritos. O Livre arbítrio está mais precisamente entre as perguntas 843 à 850.

Obs2: Comentarei sobre o Livre Arbítrio divididamente em parte, já que não ficaria bem elucidativo espremendo em um único texto, e a leitura seria bastante cansativa. Enfim, vamos à discussão.

Ivan Tadeu Gomes.

10/05/08

segunda-feira, 28 de abril de 2008

Saida de Campo - 27/04/08 (MoCidadão em SV - O Jovem espirita e o trabalho no centro)

Ola pessoal!

La vamos nós para nossa 2ª postagem. Que fique bem claro que não serei só eu que postarei conteúdo aqui, fiquem todos preparados!

Inicialmente, gostaria de agradecer a todos pelo carinho que recebi na nossa reunião do dia 26, meu aniversário, eu sabia que tinha alguma coisa estranha acontecendo aquele dia. Realmente foi muito bom, obrigado a todos!

No domingo, dia 27, fomos ao Horquidario de São Vicente, algo para comemorar um pouco o fato do interlocutor aqui ter ficado mais velho, não vejo motivos para comemorar o fato de estar mais velho (hehehe), mas a ideia de passear com todos me alegrou muito. Tirando a confusão para chegar la...

Mas, como eu havia falado anteriormente, a ideia desse blog não é ficar reportando fatos que aconteceram como se fosse um diário, mas sim, levar conteúdo importante a nossa mocidade, e a nossa formação quanto a jovens espíritas.

Por isso, gostaria de centralizar o foco dessa postagem na reunião do "MoCidadão" que houve em São Vicente, e que a Mocidade "A Caminho da Luz" se fez presente.
Os eventos do "MoCidadão" são feitos bimestralmente na cidade de São Vicente, e esse bimestre foi feito no Centro Espírita Paulo e Estêvão, cede do Departamento de Mocidade(DM) de São Vicente.
O tema foi: "O Jovem Espírita e o Trabalho no Centro", conduzido pelo amigo Leandro, da Mocidade Paulo e Estêvão.
O tema foi feito com muita naturalidade, como deve ser quando se tratando com jovens, houveram vários comentários das varias mocidades participantes (eram umas 4 ou 5 mocidades, aprox 40 jovens) , sendo que eu, também fiz alguns comentários para elucidar o tema e demonstrar que Praia Grande estava lá!

O começo, Leandro buscou nos lembrar de nossa real natureza como Espíritos! Que apesar de sermos jovens, somos espíritos imortais e já tivemos varias outras existências, e que muitas vezes, durante nossas vidas, esquecemos desse "detalhe", e vivemos como se fossemos apenas jovens. Foi perguntado a nossa mocidade, o que é o Jovem. Respondemos que Jovem é um espírito com pouco tempo de existência nessa vida e com muita força para realizar os trabalhos. Frisamos a questão do Jovem Espirita, que com o conhecimento que obtém pela Doutrina é capaz de realizar seus trabalhos com muita mais força e competência. Lembramos também que os Apóstolos eram todos jovens, com seus 17, 18 anos, na época da crucificação. (Sim, falei tudo no plural pois eu estava representando nossa Mocidade, ou seja, o pensamento de todos)
Após isso, foi falado sobre o trabalho. Levando em conta o que é trabalho. Leandro a esse ponto citou uma pergunta do "Livro dos Espíritos":

132 Qual é o objetivo da encarnação dos Espíritos?

– A Lei de Deus lhes impõe a encarnação com o objetivo de fazê-los chegar à perfeição. Para uns é uma expiação; para outros é uma missão. Mas, para chegar a essa perfeição, devem sofrer todas as tribulações da existência corporal: é a expiação. A encarnação tem também um outro objetivo: dar ao Espírito condições de cumprir sua parte na obra da criação. Para realizá-la é que, em cada mundo, toma um corpo em harmonia com a matéria essencial desse mundo para executar aí, sob esse ponto de vista, as determinações de Deus, de modo que, concorrendo para a obra geral, ele próprio se adianta.

Com isso, concluiu que um dos Objetivos da Reencarnação é o trabalho para a evolução do ser.
Nesse momento eu quiz fazer um comentário, mas acabei não fazendo, pois não achei conveniente, mas eu ia citar 2 perguntas do Livro dos Espíritos:

674 A necessidade do trabalho é uma lei da natureza?

O trabalho é uma lei natural, por isso mesmo é uma necessidade, e a civilização obriga o homem a trabalhar mais, porque aumenta suas necessidades e prazeres.

675 Devem-se entender por trabalho somente as ocupações materiais?

– Não; o Espírito também trabalha, assim como o corpo. Toda ocupação útil é trabalho.

Não comentei pois acreditei que esse assunto já havia sido bem explicado, mas com essas perguntas fica bem claro que o trabalho é um meio de evoluçao e que toda ocupação útil é trabalho, ou seja, estudar é um trabalho, ler um livro é um trabalho, lavar a louça é um trabalho(minha mãe que o diga), enfim, a partir do momento que estamos fazendo algo útil, estamos trabalhando. Sim eu estou trabalhando agora mesmo escrevendo isso :)
Podemos concluir com isso, que todo trabalho que fazemos é revertido para nós, pois todo trabalho vira aprendizado, vira conhecimento, vira experiência para nós, ou seja evoluímos com o trabalho!

Após isso, Leandro continuou falando sobre o trabalho na casa espírita.
Citou certos trabalhos, como a portaria, os passes, as palestras, a limpeza, enfim, tudo o que engloba o Centro Espirita.
Foi feito uma discussão, perguntando se o jovem pode trabalhar na casa. Obviamente, todos concluíram que sim, desde o trabalho mais singelo, como entregar agua no final do passe, até os trabalhos de grande visibilidade, como palestrar.

Os maiores problemas encontrados nesse ponto foram os seguintes:
- O fato do jovem não ser aceito na casa, mas muitas vezes, o trabalho que os dirigentes oferecem não é exatamente aquele que queremos, o trabalho na casa espirita é como um trabalho em uma empresa, começamos de baixo e vamos crescendo.
- O fato do jovem não ter tempo. Concluímos que isso na realidade é uma desculpa para muitos jovens, que quando se quer realmente trabalhar para uma causa, não existem impedimentos, podemos sempre dar aquele "jeitinho Brasileiro" para arrumar um tempo para o trabalho.
- Falta de vontade: Muitos jovens hoje se preocupam mais com o que vão fazer no fim de semana do que com suas reais necessidade, como o trabalho e o estudo, muitas vezes, jovens bem intencionados e de bom coração, fogem do trabalho por não ter a vontade firme no bem a fazer.
- O problema da escolha: Muitas vezes precisamos renunciar a um evento para o trabalho, como uma festa, um cinema para irmos ao trabalho, o que também, pede do jovem grande comprometimento com sua causa.

Para concluir, Leandro falou que todo centro precisa de ajuda, todo centro tem necessidade, pois quanto mais trabalhadores, mais ajuda ele poderá exercer.
Falou também sobre a caridade e o amor ao próximo em se dedicar ao trabalho num centro espirita, pois não recebemos nenhum pagamento segundo o mundo, porem, bem nós sabemos que todo trabalho nos gera evolução e reconhecimento do Mundo Maior.

Depois disso, foi feito uma reunião de comes e bebes, com um bolo enorme, pois era aniversario da Mocidade Paulo e Estêvão. A comida estava realmente muito boa, e tinha bastante suco(daqueles de maquina). Fomos embora empanturrados :D

Aos que tiveram a oportunidade de ir, meu Muito Obrigado, pois representamos Praia Grande nessa reunião tão importante para o Movimento Espírita Jovem da baixada santista. Foi emocionante ouvir o nome da nossa mocidade la. Nós que a tanto trabalhamos por essa mocidade, ver ela crescer e dar frutos é maravilhoso.

Aos que não tiveram oportunidade de ir, tudo bem, não faltaram oportunidade. Bem sabemos que muitas vezes, precisamos cuidar de trabalhos maiores.

Muito obrigado você, pela leitura e até a próxima.

Abraços,
Dimitry.