domingo, 19 de abril de 2009

Existência de Deus

Por Sabrina Lima
O homem necessita da crença em Deus. Essa necessidade está, instintivamente, alojada na mente humana, e não há efeito sem causa.
Kardec perguntou: "Que dedução se pode tirar do sentimento instintivo, que todos os homens em sí, da existência de Deus?"
E a resposta foi a seguinte: " A de que Deus existe; pois, donde lhes viria esse sentimento, se não tivesse uma base? É ainda uma consequência do princípio - não há efeito sem causa". (Questão 5 do Livro dos Espíritos)
O homem que não acredita em Deus é comparável a um indigente que vive ao lado de um palácio, cheio de tesouros, e que se arrisca a morrer de miséria diante da porta que lhe está aberta e pela qual tudo o convida a entrar.
O homem não pode desinteressar da crença em Deus pois ele é um ser [pensante]. O homem vive e é importante ele saber qual é a fonte, qual é a causa, qual a lei da vida. A opinião do homem quer ele queira ou não se reflete em seus atos. 
O conhecimento da verdade sobre Deus, sobre o mundo e a vida é o que há de mais essencial pois Ele que nos sustenta, nos inspira e nos dirige, mesmo à nossa revalia.
Pode-se argumentar que a crença em Deus resulta da educação recebida, consequencia das idéias adiquiridas.
Os Espíritos da Codificação explicam: " Se assim fosse, por que existiriam nos vossos selvagens esse sentimento?"
Deus nos fala por todas as vozes do Infinito. E fala não em uma bíblia escrita há séculos, mas em uma bíblia que se escreve todos os dias, com essas características majestosas: oceanos, montanhas e astros do céu.
Fala ainda no santuário do ser, nas horas de meditação. Quando os ruídos discordantes da vida se calam, então a voz interior disperta e se faz ouvir.
Essa voz que sai da conciencia e nos fala dos deveres, do progresso, da ascenção da criatura.
(Pergunta 621: "Onde está escrita a lei de Deus?" Resposta: "Na conciência").
Viver sem a crença de um ser superior é negar a obra da criação; é omitir o evidente, o real, é alimentar o nosso orgulho; é permanecer no estado de ignorância em que ainda nos encontramos, é enfim negar a realidade, pois tudo no universo até mesmo nossa conciência nos fala de um ser superior.
A crença em Deus é além disso, questão essencial para o entendimento da Doutrina Espírita. 
" Pode-se levar mais longe do que temos feito a definição de Deus?"
- Definir é limitar. Em face deste grande problema, a fraqueza humana aparece. Deus impõe-se ao nosso espírito, porém escapa a toda análise.
O ser que enche o tempo e o espaço não será jamais medido por seres limitados pelo tempo e espaço. Querer definir Deus seria circunscrevê-lo e quase negá-lo.
Por Sabrina Lima

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Utilidade Providencial da Fortuna

Queridos irmãos,à partir de agora, começarei a apresentar textos dissetados seguindo a organização do Evangelho Segundo o Espíritismo, que é dividido por capítulos e cada capítulo um tema. Iniciarei abordando a riqueza material. O motivo por iniciar com este tema é por simples intuíção. Este é o capítulo XVI iniciado do 7º texto [tomei a liberdade de pular as passagens e parábolas de Jesus, caso queiram, basta buscar no referido capítulo]. Iniciemos então.

Utilidade Providencial da Fortuna

A fortuna, atualmente, é vista por muitos como algo a se alcançar durente a vida: a profissão que compensa é a que mais rende frutos financeiros e o negócio ideal é o mais lucrativo. Como se vencer na vida fosse sinônimo de acúmulo de capital (uma visão um tanto calvinista, mas não fujamos do foco). Tal visão não condiz com a mensagem que o Mestre deixou. Mas ao contrário do que alguns pensam [como eu pensava], a fortuna não é um obstáculo à salvação, afinal, onde estaria a benevolência e a justiça do Pai Celestial ao colocar nas mãos de aguns um instrumento de perdição? É uma afronta à razão pensar de tal modo.

É verdade que a riqueza é uma prova mais difícil que a pobreza. Como disse Jesus: "É mais fácil um camelo transpassar o buraco de uma agulha à um rico adentrar o Reino dos Céus". Tudo isso porque a riqueza exerce uma facinação enorme; é excitante do orgulho, do egoísmo e da vida sensual. Em outras palavras, afasta a pessoa do que é bom e edificante. Por tudo isso, é um poderoso sedutor do materialismo, contribuindo para o apego material. Dificilmente aquele que durante uma vida torna-se rico lembra-se das dificuldades vividas, das mãos amigas que o impulsionaram ou de onde veio; só dando lugar para a ostentação. Contudo, o fato da riqueza tornar o caminho mais difícil, não o torna impossível. Nas mãos daqueles que puderem servir, pode tornar-se um meio de salvação e progresso, como o remédio bem ministrado.

Certa vez, um jovem interrogou Jesus sobre como alcançaria a vida eterna. O Mestre então disse: "Desfazei-vos de todos os teus bens e segui-me". Estes dizeres do Mestre podem ser facilmente confundidos. Ao dizer isso, Jesus não pedira para o jovem desopojar-se de todos os teus bens, mas sim do apego aos bens materiais. De fato, quantas vezes nos mostramos dispostos a nos desfazer de nossos bens? Seja uma camiseta ou ou sapato? Empregamos nos objetos teores sentimentais: "É a minha camiseta preferida! Não empresto!".

Realmente, é o modo como utiliza-se a riqueza que conta. Quantas pessoas desejam ganhar na Mega Sena para que , deste modo, possam levar uma vida de futilidades e ócio? Não iria este desejo contra as Leis de Trabalho e Progresso de Deus? Seria, então, esta bolada uma bênção ou uma maldição? De tudo isso, podemos tirar a conclusão de que a riqueza em si não é o mal, mas sim o homem que não sabe, como muitos dons que Deus proporciona, usa-la bem e sim abusar dela sem um fim útil. Se a riqueza produzisse apenas o mal, Deus não haveria permitido sua existência na Terra.

Se a riqueza não produz diretamente o progresso moral, é um poderoso elemento do progresso intelectual. Afinal, como sabemos, são estas as duas asas a serem desenvolvidas: a moral e a intelectual. Usemos o capitalismo como exemplo: todos os avanços científicos que foram alcançados não seriam possíveis sem o advento do capitalismo. Já que o consumo exige uma renovação tecnológica constante, o homem está sempre buscando o apredizado para que possa aplica-lo nos meios de produção dos diversos ramos: desde a industria automobilística às ciências médicas.

A riqueza é pois, com razão, considerada um elemento de progresso.

Que Jesus nos abençoe sempre,

Ivan T. Gomes de Oliveira.

04/02/2009