domingo, 21 de setembro de 2008

A Vontade de Deus

Por Dimitry Fernandes.

Somos como crianças espiritualmente, uma criança não tem livre arbítrio, ela é regida por leis, por determinações de seus pais. A hora do banho, a hora de comer, tudo são os pais que decidem, mesmo que ela não queria, é obrigada a passar, pois ainda não tem consciência do que precisa. Conforme ela cresce, vai aprendendo mais sobre si e vai ganhando mais e mais livre arbítrio e recebendo menos determinações de seus pais.

Assim também é nosso Pai maior. Ainda vivemos muito sobre os Determinismos da divindade. Ela nos diz o que devemos fazer, por ainda não termos consciência do que realmente precisamos. Conforme nossa necessidade, Deus vai nos colocando em situações para nosso burilamento.

As vezes é demorado, as vezes é rápido. Quanto mais preparados estamos, mais coisas Deus vai mandando. Quando passamos por uma dessas, parece que não vamos aguentar, depois passa, ficamos num período de descanso, e após lá vem outra bem pior que não aguentaríamos antes. E assim, Deus vai nos levando sempre ao nosso limite.

Enquanto estamos ainda nos determinismos da vida, nosso livre arbítrio é marcado pelas opções que fazemos quando somos colocados nas situações determinadas. As escolhas e atitudes que tomamos que vai decidir o desenrolar da historia. Quando vencemos, sentimos aquele alivio de ter passado por algo difícil, Deus nos da um tempo para nos recuperarmos de pois vem outra pior.

Assim também, Deus nos poe ao lado de pessoas. Muitas vezes, amamos muito no passado. Mas, talvez prejudicamos muito, fomos muito mais amados do que amamos. E Deus nos faz passar muitos anos afastados dessas pessoas. E depois de, por exemplo, 452 anos elas se reencontram. Aja carga emocional guardada. São os amores de primeira vista. Realmente duas pessoas que se amam muito. Mas muitas vezes cercadas de conflitos, exigências. Isso acontece porque, mesmo sem nos lembrar, trazemos ainda as impressões causadas por aquele individuo em nós, através de núcleos potencializados.

Tudo o que nós fazemos, fica guardado em nosso registro central perispiritico, que fica próximo do centro gástrico. Lá fica um centro ativo sendo energizado pelos nossos pensamentos, palavras, atos e sentimentos. Como se fosse um CD gravando tudo o que acontece. Inclusive o que fazem conosco. Quando passamos por uma fase e iniciamos outra (exemplo: reencarnamos) esse núcleo(CD) desce para nosso inconsciente profundo e outro núcleo vazio entra em atividade, registrando tudo.

Muitas vezes, situações, lugares ou pessoas fazem um desses núcleos emergirem do inconsciente profundo para nosso inconsciente raso chegando muitas vezes no nosso subconsciente. É quando relembramos o passado. Na maioria das vezes não vemos claramente, mas sempre sentimos seus efeitos. Se foram bons, sentimo-nos bem, se foram ruins, sentimos a culpa ou a antipatia da pessoa ou do acontecimento. Jesus falava disso quando disse "Cada um segundo suas obras".

Quando uma união dessas se verifica, alguém do passado volta e sentimos aquele núcleo potencializado pedindo reparo, nossa grande tarefa é fazer o melhor que podemos. É como se Deus nos falasse: "Filho, faz direito agora". Por isso a grande necessidade da convivência que Deus nos faz passar na família.


Nossa parte nessa historia, é recuperar, sublimar tudo o que fazemos. Pois muitas vezes somos levados a nos separar novamente porque estamos estragando tudo de novo. Em vez de recuperar aquela ser, tirando-o da lama que colocamos em vidas passadas, estamos afundando-os ainda mais. Para evitar mais problemas, Deus nós separar novamente. E nos deixa as vezes mais 452 anos, para quando vemos aquela pessoa, que por mais mal que fizemos e fomos feito, amamos profundamente. E por ter ficado tanto tempo longe, procuramos fazer melhor, procuramos seguir o conselho de Deus ("Filho, vê se faz direito agora...").

Por isso vamos aproveitar o presente. "Reconcilia-te com inimigo enquanto caminha com ele, para que não advenha coisa pior" já dizia Jesus.

Somos por demais pequeninos para dizer "Eu quero isso, eu quero aquilo" semelhante a uma criança mimada. Temos que reconhecer nosso estado atual, e entender que temos que crescer primeiro para querer depois. No nosso atual estado temos que dizer assim: "Vida, o que a senhora quer de mim?". A vida é a manifestação de Deus em nós, é ele com seus determinismos divinos, nos conduzindo a caminhos novos sempre nos impulsionando ao crescimento através de experiências. Sempre com a dificuldade de acordo com nossas capacidades.

Vamos assim, alargar nossos ombros espirituais, permitindo carregar cruzes sempre maiores. Tornar nossos braços fortes, para auxiliar aqueles que não estão aquentando mais o peso da própria cruz. E assim, pela dinâmica das relações entre outros seres divinos, mais e menos evoluídos, vamos aumentando cada vez mais nossas reservas de amor pelo entendimento da realidade e grandeza de Deus. Sempre justo, sempre bom. Cuidando pessoalmente de nossas necessidades. Quanto mais difícil estiver a situação, pensemos assim: "Se ta difícil é porque é pra mim.". Sinal de que nós somos fortes, podemos e conseguimos vencer. Pois se fossemos fracos ainda, Deus nos pouparia.

Esses entendimentos que foram passados nas reuniões estão me auxiliando demais. Nada é por acaso, acaso não existe no universo de Deus. Tudo faz sentido e tem seus motivos. Tenhamos fé!

Por Dimitry Fernandes.

Obs: Esse texto foi escrito inspirado pelas palestras publicas do Grupo Espírita Maria de Madalena. Onde Dr Marco Antonio Marques Migues palestrava.

Texto este que foi criado em espírito sintético, para uma leitura rápida.

Perguntas do Livro dos Espiritos a meditar:

117. Depende dos Espíritos o progredirem mais ou menos rapidamente para a perfeição?

“Certamente. Eles a alcançam mais ou menos rápido, conforme o desejo que têm de alcançá-la e a submissão que testemunham à vontade de Deus. Uma criança dócil não se instrui mais depressa do que outra recalcitrante?”

258. Quando na erraticidade, antes de começar nova existência corporal, tem o Espírito consciência e previsão do que lhe sucederá no curso da vida terrena?

“Ele próprio escolhe o gênero de provas por que há de passar e nisso consiste o seu livre-arbítrio.”

a) - Não é Deus, então, quem lhe impõe as tribulações da vida, como castigo?

“Nada ocorre sem a permissão de Deus, porquanto foi Deus quem estabeleceu todas as leis que regem o Universo. Ide agora perguntar por que decretou Ele esta lei e não aquela. Dando ao Espírito a liberdade de escolher, Deus lhe deixa a inteira responsabilidade de seus atos e das conseqüências que estes tiverem. Nada lhe estorva o futuro; abertos se lhe acham, assim, o caminho do bem, como o do mal. Se vier a sucumbir, restar-lhe-á a consolação de que nem tudo se lhe acabou e que a bondade divina lhe concede a liberdade de recomeçar o que foi mal feito. Demais, cumpre se distinga o que é obra da vontade de Deus do que o é da do homem. Se um perigo vos ameaça, não fostes vós quem o criou e sim Deus. Vosso, porém, foi o desejo de a ele vos expordes, por haverdes visto nisso um meio de progredirdes, e Deus o permitiu.”